
Uma parte do meu coração - e olhe que ele é bem cheio - é completamente desabitada. Por mais que eu tente, nada preenche o que ele quer. E é algo que não depende de mim. Essa parte se sente como o chão do sertão: seca, pobre e rachada. Como ele a espera da chuva. A espera de pelo menos uma gota sequer. Mas o céu não está nublado, está do mais claro azul e o sol brilha como nunca. E me queima cada vez mais. E esse calor abrasador não acaba, apenas me racha cada vez mais.
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