domingo, 31 de janeiro de 2010

[O] obstáculo


Eles criaram uma parede de vidro entre eles. Cada um tem uma marreta na mão. E os dois sabem que qualquer um pode quebra-la. Por mais que sintam falta dos beijos e abraços apaixonados que tinham antes do vidro. Ninguém quer dar o braço a torcer. Se acostumaram com a "praticidade" do furo que ela fez em algum momento. Os dois querem o mérito por quebrá-lo, mas ninguém bate o martelo. É melhor continuar ignorando o vidro, ou fingindo que o faz.

Nenhum do dois se deu conta quando ele chegou, estavam ocupados demais. Só perceberam quando bateram de cara nele. E já era um pouco tarde. A espessura era impressionante. Mas a cada dia essa parede transparente e impenetrante os afasta. Estão tão perto e tão longe. Ela anseia que ele faça seu papel de homem, ele anseia que ela seja carinhosa mais uma vez. E assim cada um espera que o outro o surpreenda...

Eles criaram uma parede de vidro. Não quando ela chegou. Tem uma noção de quanto tempo estão nessa posição desconfortavel. Mas não sabem quando ela vai embora...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Que lâmina...


Eu estou sangrando. Independente da ferida que foi feita - ou não foi feita. Não sei se foi a adaga em minhas costas que deixou um gosto estranho em minha boca ou se foi o cordão o qual erámos conectados que foi cortado exatamente em minha pele - cara como doi. Dor. Eu encho minha cabeça de vários pensamentos, mas entre um e outro ela se faz presente. Não sei quando a fase em que meu corpo vai ficar totalmente dormente vai chegar. Mas pelo menos há mais sangue coagulado do que saindo pelas feridas. Nossa como eu odeio esse cheiro! E ele me deixa cada vez mais enjoada... Mas eu não posso me mover um centímetro sequer ou mudar o ritmo de minha fraca respiração. Ou parece que eu estou dançando em meio as chamas da traição. Traição. Maldita hora em que quiseram me apresentar a essa dor incapacitante. Mas eu sei que quando conseguir a capacidade de intercalar suspiros e palavras, as frases anteriormente pensadas estarão totalmente reformuladas. Não quero ser traída pelas minhas palavras também.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

[E]le


Por que as pessoas insistem em culpar Deus por tudo? O colocam como um carrasco vingativo que se mete na vida de todo mundo. Mas podem ter certeza que esse trabalho é de outra pessoa. Deus. Não há adjetivos que O descreva. Ele só quer nosso bem. Até por que Ele é nosso pai e "não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele que nos amou primeiro". (1 Jo 4:10)

Ele nos criou para a Sua honra e Sua glória, para servimos em Seu reino. Mas não só servi-Lo, sermos seus amigos mais íntimos. Por que Ele verdadeiramente nos ama. Por isso que Ele pintou o céu de azul, o sol brilhar, uma diversidade de flores, cores, sabores, de clima. Cada pessoa ser totalmente diferente, por mais que haja semelhanças, você é único. Por que Ele adora ver o sorriso em nosso rosto. E ainda assim reclamamos de todos os fatores anteriormente citados!

Você pode até pensar: "mas Deus é muito egoísta, cria um mundo, pessoas... para servi-lo, e julgar, se intrometer, etc." Mas quando o ser humano cria um robô, é para servi-lo. E ele faz exatamente aquilo que é programado. E quando não faz é descartado. Só que Deus deu algo especial ao seu robozinho, ele deu o livre-arbítrio. E Ele não descarta nenhum robô. Ele quer ajudar todos. Mas Ele só entra na vida do robozinho que deixar Ele entrar. Ele é onisciente, onipresente e onipotente. Ele realmente sabe de tudo, pode tudo e permite coisas. Por que Ele tem Seus planos. Mas Ele só se intromete onde é chamado. Ou quando Ele vai fazer algo para aqueles que O amam. Ai sim, Ele move céus e terras.

Então ou deixe Ele gorvernar sua vida, ou parar de reclamar injustamente que Ele está fazendo isso.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Quem conseguirá entende-lo?


Tem uma música que eu adoro. E foi dela que eu tirei minha concepção do amor. Eu nunca tive uma - e mesmo depois de ter uma ainda não gosto de certas coisas que o amor faz conosco. Ele em si é bom, mas a loucura que o acompanha... Essa complica tudo!

Mas, ainda assim queremos o pacote completo.

É ele sempre consegue nos convencer, e eu diria que ele é o melhor. Até hoje nunca consegui desistir dele. É, estou solteira. E sim, é a história do príncipe encantado. Ah, dessa eu não largo - por enquanto.

"É como tocar o mesmo violão e nele compor uma nova canção". Afinal, quem não quer sentir isso? Mesmo sendo um "campo" desconhecido. Todo mundo que espiar e dar uma provadinha. Como será sentir uma conexão eterna com uma única pessoa? Fazendo com que as outras pessoas sejam totalmente desinteressantes e você está sempre flutuando. E que quando você voltar a usar fraldas, ele ainda vai ser o velhinho mais lindo.

Mesmo que por enquanto eu não me imagine namorando uma pessoa por mais de cinco anos, eu me imagino admirando os frutos do meu amor nos poucos dias que me restam a dois. Eu não entendo o porquê desses dois pólos, mas eu sei que em algum momento eles vão se conectar. Por algo bem mais forte que cabos de aço, ou qualquer outra coisa.

Mesmo sendo totalmente leiga nesse sentimento mais desejado do mundo, tenho certeza de nem Oscar Niemeyer com tantos anos de experiência faria uma descrição que se aproximasse da verdadeira sensação ou da própria verdade do amor.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


"Escrever é falar em silêncio... E para escrever bem, você tem que escrever sobre o que você sabe."

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

"Perigo é ter você perto dos olhos..."


Por que será que as coisas mais impossíveis e proibidas são tão incrivelmente interessantes? Tão interessantes que você simplesmente não consegue evitar. Não consegue mesmo. E olhe que eu sou boa nisso... Acho que é por que as coisas fáceis são muito chatas (nem todas!). Ou por que o "objeto" desejado vale muito - mais muito mesmo. Ou os dois.

E a verdade é que eu estou apaixonada por uma coisa impossivelmente linda!! Eu não sei por que eu uso a palavra impossível ou proibida, porque quando se tem a oportunidade de se estar próximo, de se distrair observando, de ter alguns olhares tímidos e de um reparando o outro pelo canto do olho. Essas palavras simplesmente perdem um pouco o sentido. Mas são as poucas diferenças (as que eu notei até agora) entre nós que me faz pensar assim. Tem a timidez - no dia em que eu encontrar com ela, vou fazer questão de entrar numa briga pela primeira vez. Na pirâmide social, ele está em cima de mim. Eu diria pisando na minha cabeça! Na beleza eu perco por poucos pontos. E ainda tem a questão religiosa...

Às vezes eu acho que o meu problema é pensar demais, ser cautelosa demais... E é ai que eu me sinto na beira de um precipício, com um belíssimo mar embaixo. Não sei se analiso o terreno, o melhor jeito de pular... Ou apenas pulo e aproveito. Ou aguento as consequencias.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

[S]eu tempo...


Às vezes queremos tanto uma coisa, que pedimos tanto à Deus. Imploramos. "Enchemos Seu saco". E nada. Nenhuma respostinha. Nenhum sinal de que vai acontecer. Eai a gente fica irritado, frustrado. Por que a gente queria que acontecesse logo. E é ai que vem uma resposta que eu não gosto. E provavelmente você também não vai gostar. Por que nenhum ser humano gosta. Tão típico de nossa essência! Esperar. Ô coisa chata! Parece até que é um martírio para depois receber o prêmio. Mas tem o trecho de uma música que explica isso melhor do que eu.

"Às vezes, parece tão longe
Eu digo: Alô!
Mas ninguém responde
Eu entro no meu quarto
Eu fecho a porta
Mas parece que o céu
Está de bronze


Eu digo: Deus, o que será que aconteceu?
O que será que aconteceu?
Mas o Teu silêncio é...
Pra me fazer crescer
E entender


Que Deus tem...
Seu tempo,
Seu jeito,
Seu reino
E eu apenas servo sou"

Tempo de Deus - Kleber Lucas

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010



"Um dia bom não tem que ser uma sexta-feira
Não precisa ser seu aniversário
Vá em frente ou então você não sobreviverá
Cante junto abrace minha vida

Um dia bom é todo o dia que você está vivo
Sim um dia bom é todo o dia que você está vivo"


Good Day - Paul Westerberg


Olhar de longe


Alguém me olha. Sinto o peso do olhar fixo quando me vem a distração. Sinto a pulsação acelerar quando ficam conexos. E o cutucão da timidez fazendo-o mudar de rota. Os lábios dão uma repuxadinha, ensaiando um sorriso. O desejo de ficar perto cresce inversamente proporcional. A gente se cruza "ocasionalmente". E os cinco sentidos gritam em mim. Nesses pequenos passos, nenhum cão farejador se igualaria a mim, eu sentiria até se ele estivesse apenas com um quarto de gota de perfume. Minha pele? Se ela fosse elástica estaria grudada na sua. Meus olhos se fossem mais atrevidos estariam a centímetros dos seus. Meu ouvidos escutariam até o mais baixo sussuro. Ah, e minha boca. Essa grita mais alto e loucamente. Anseia um toque como ninguém outra anseia. Um hálito quente misturado ao seu. Alguém me olha. Mas apenas olha.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Oh! The cold...


Naquela noite fria de chuva, eu sai do apartamento onde em breve a nova integrante da família estaria. Para matar o tempo, desci as escadas para respirar um ar fresco. Eu usava um jeans e meu moletom preto. Tentei me proteger da fina chuva sentando em um banco desgastado que ficava embaixo de uma grande mangueira na praçinha do hospital. Algumas gotas que despencavam das folhas insistiam em me atingir, mas naquele momento não fazia mais diferença. O frio já se fazia presente em minha pele. E ainda mais presente no lugar vazio ao meu lado. Nenhuma centelha de calor irradiava dele. Nada que pudesse me aquecer um pouco. Ou meu gelado coração que continua a bater. Ou ao menos minha mão que tocava aquela gelada tinha branca gasta. Nada. Simplesmente nada satisfazia minha pele. Meu desejo de me sentir aquecida. E de aquecer alguém também. Ou de simplesmente morrermos de frio juntos. Unidos pelo calor de nossos corações batendo em sincronia. Pelo hálito quente ao pé do ouvido. Pelo toque sobre o tecido e pelo olhar o qual nunca se desconectavam. Ou seja, de que alguém simplesmente esteja aquecendo aquele lugar vago. E de que aquela fosse somente mais uma noite em nossas vidas.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Novinho em folha


Finalmente 2010! Espero que seu reveillon tenha sido tão bom quanto o meu. Hoje, é o primeiro dia do ano, e provavelmente boa parte das pessoas já tem suas longas listas de promessas já prontas. Mesmo sabendo que metade do que está escrito elas não vão realizar. Mas acho que metas "impossíveis" são mais tentadoras. Eu nunca fui de fazer promessas. Eu e elas realmente não nos damos muito bem. Mas este ano eu realmente estava (estou pensando se ainda estou) disposta a fazer algumas, e ver se consigo cumpri-las no decorrer do ano, e tudo sendo escrito aqui. E como a ideia está muito tentadora, eu vou encarar. Então vou tentar...


Resoluções de Ano Novo


- Estudar feito louca para passar no vestibular


- Estudar organizadamente para tirar menos notas baixas possíveis

- Obedecer e enteder mais meus pais


- Me dedicar mais à igreja


- Ler mais a bíblia.


- Fazer mais amigos.


- Ser menos tímida.


- Cuidar mais de mim.


- Manter meu bom-humor por mais tempo.


Enfim, fazer melhor tudo de bom que eu fiz em 2009.


P.S.: Façam uma lista tbm e se quiser compartilhe comigo =]
Ou pode comentar a minha.