
Naquela noite fria de chuva, eu sai do apartamento onde em breve a nova integrante da família estaria. Para matar o tempo, desci as escadas para respirar um ar fresco. Eu usava um jeans e meu moletom preto. Tentei me proteger da fina chuva sentando em um banco desgastado que ficava embaixo de uma grande mangueira na praçinha do hospital. Algumas gotas que despencavam das folhas insistiam em me atingir, mas naquele momento não fazia mais diferença. O frio já se fazia presente em minha pele. E ainda mais presente no lugar vazio ao meu lado. Nenhuma centelha de calor irradiava dele. Nada que pudesse me aquecer um pouco. Ou meu gelado coração que continua a bater. Ou ao menos minha mão que tocava aquela gelada tinha branca gasta. Nada. Simplesmente nada satisfazia minha pele. Meu desejo de me sentir aquecida. E de aquecer alguém também. Ou de simplesmente morrermos de frio juntos. Unidos pelo calor de nossos corações batendo em sincronia. Pelo hálito quente ao pé do ouvido. Pelo toque sobre o tecido e pelo olhar o qual nunca se desconectavam. Ou seja, de que alguém simplesmente esteja aquecendo aquele lugar vago. E de que aquela fosse somente mais uma noite em nossas vidas.
Massa gostei...
ResponderExcluirEly(se posso te chamar assim,kk),que legal menina da pra tu ser escritora.rsrsrs
ResponderExcluirNão vou te abandonar não da uma olhada no meu blog.
Fiz um post novo
Bj